
Por onde anda aquela velha auto... estima !
A sensação de se sentir baixo sendo alto ou gordo sendo magro, é coisa da sua cabeça... trate-a !
Então, o assunto de polêmico não tem nada (acho eu...), mas como eu sou uma de muitas pessoas que se afligem com o problema de baixa auto-estima (carinhosamente BAE), merece o post.
O meu caso (como posso diferenciá-lo) é mais incomum e comum do que qualquer outro. "Soa" até estranho e meio que errado, mas de fato, isso existe. Eu não me defino uma pessoa triste. Geralmente isso é uma das características. Nem muito menos me defino uma pessoa infeliz. Sabendo que tristeza e infelicidade não são as mesmas coisas (não pra mim...): tristeza é um estado de espírito permanente (metaforicamente falando) já infelicidade é coisa de momento. Exemplo ? Você pode ser uma pessoa triste o resto da vida por ter perdido algum ente querido, ou algum animal, ou algo que relacionamente esteja fortemente ligada a sua pessoa, como um todo. Já a infelicidade, é de "flash": você pode estar infeliz por ter perdido a chance (por exemplo) de ver uma estréia de cinema com seu ator predileto, ou de um teatro tendo a chance de conhecer os atores e tirar foto. Mas a infelicidade desapare quando encontramos um novo motivo de felicidade em outra coisa ou em algo. Você perdeu o lançamento de uma peça teatral e de conhecer os atores por causa que seu carro quebrou em um post cheio e blábláblá, mas pode ter encontrado subitamente uma amiga que a meses não via, e decidido ir a outro lugar para atualizarem a prosa. Infelicidade passa muito rápido. Diria que tristeza é forte, já a infelicidade é fraca, quase nada. Uma agulha em 1000m² de palheiro. Insignificante.
Pois bem. Eu sou o tipo de pessoa que não suporta pseudo-nomes-carinhos (princesa, lindinha, gata, blábláblá). Como assim... a pessoa nunca me viu, ou mal me conhece e já vem cheio de intimidade ? Saí fora ! É de mim naturalmente não gostar dessas coisas. Não faço isso com os outros justamente para não fazerem comigo. Qual é... tá me achando com cara de palhaça ? Não, provavelmente não, mas "soa" assim. É como se olhar no espelho e se sentir a baleia orca. Digo a "orca", por que a "cachalote" não se aplica ao meu físico. Apesar que a cachalote é bem mais respeitada, em tamanho e força, ganha de zero da orca, mas, contudo, a orca é mais redonda, e explica melhor minha contrariedade de peso. O fato de ter 1,53cm me faz pensar que sofro leve preconceito. Não aquele do tipo perjorativo, mas sei lá, por que eu aos meus 29 anos fiquei com 1,54e 66 kg ? Eu não podia ao menos estar perto da média brasileira, 1,160cm e 55 kg ? É, eu poderia, como diz minha avó, mas a genética não quis, muito menos Deus, sendo assim, aceito o que d'Ele é me dado.
Explicando ao alto, as pessoas que sofrem de baixa auto-estima naturalmente tem a facilidade de dizer NÃO. O NÃO brota mais rápido e fácil do que o SIM. Tipo: "Nossa, como você está linda hoje, e seu cabelo, gostei do corte". O que a pessoa de BAE responde ? "NÃO. Eu NÃO fiz nada. Aliás, eu fiz, mas NÃO ficou como eu gostaria. NÃO tem jeito, NÃO deu certo". O triste é que isso não afeta só as mulheres (representando ao meu ver 70% do mercado de pessoas com BAE...), homens também sofrem, por que, afinal de contas, a virilidade da maneira que a mídia e a sociedade impõem, ou você é de ferro ou de plástico. Não há a possibilidade de um homem ser carinhoso e voraz ao mesmo tempo. Ou você é bruto, ou é gay. Meio termo não existe. Definitivamente NÃO existe.
Dadas as circuntâncias, eu acredito que boa parte das pessoas que possuem BAE, não são assim porque querem. É um estado fisiológico/mental que atinge boa parte daquelas (inclusa eu) criaturas que tem tudo para dizerem SIM até no piscar dos olhos, mas preferentemente o NÃO é mais lógico. Sabe-se desde sempre que o ser humano (boa parte) é pessimista por natureza, mas, quem sabe, isso não muda ? Quem sabe eu não faça parte também da mudança.
E outra. Não "tente" nos entender. Nada nos irrita mais que isso. Definitivamente NÃO tem.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Postado por angel às 13:05 0 comentários
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